Entendendo um pouco sobre as Bolsas Mundiais

O futuro parece promissor…

Cada vez mais, investidores de toda a parte do mundo, sejam eles nacionais ou estrangeiros, empresas ou grupos, estão atentos aos passos da Bolsa emergente Brasileira.

2019 foi repleto de máximas históricas, patamares nunca atingidos antes e mesmo 2020, sendo uma exceção devido à Pandemia, novembro foi um dos melhores meses da história, com mais de 16% de alta, a maior alta mensal desde 1999 com um recorde de entrada de mais de R$ 30 bilhões de investimento estrangeiro na bolsa brasileira. Isso atrai cada vez mais atenção de investidores pessoa física e empresas ao nosso mercado nacional.

o é apenas o fluxo de investidores que aumenta na bolsa brasileira, o número de empresas listadas também vem aumentando. Com a queda forte dos juros pelo banco central, a restrição de oferta de crédito no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), desenvolvimento do Brasil, a evolução e modernizaçao da Bolsa Brasileira, o futuro parece promissor.

As Bolsas são Instrumentos de Industrialização

As bolsas são mecanismo propulsores de industrialização dos países. A B3, a bolsas do mundo todo, são entidades que permitem que as empresas venham captar dinheiro e recursos das pessoas físicas através de suas cotas. Do nosso ponto de vista, a bolsa é um mercado onde podemos comprar partes dessas empresas de forma segura e com liquidez, onde posso encontrar com facilidade interessados em contrapartida.

A simples lógica de emitir ações

Para a empresa, a emissão de ações permite captar recursos para reinvestir no seu negócio em um preço muito mais acessível e atrativo do que seria pegar através de empréstimo com o banco. Portanto, para a pessoa física é bom por ter a oportunidade de ser sócio de uma empresa que pode trazer resultados muito melhores do que a rentabilidade que os bancos tradicionais nos oferecem, enquanto para as empresas é um outro meio de poder expandir e reinvestir em seu negócio. Razão para cada vez mais empresas abrirem capital na bolsa de valores.

As bolsas do mundo estão todas interligadas, uma influencia a outra, no nosso caso é fundamental entender como funcionam os mercados dos nossos principais parceiros comerciais. Basicamente eles são: Estados Unidos, China e Europa. A bolsa americana, principalmente pelo fuso horário, é a que mais tem impacto na B3 e no Índice BOVESPA.

Quem manda são os estrangeiros!

Como boa parte das ações pertence aos estrangeiros, principalmente aos fundos de investimentos, fatores internacionais têm impacto imediato nas flutuações da bolsa brasileira. Se um parceiro comercial importante está com problemas em sua economia, é diretamente negativo para o cenário do Brasil.

Os negócios como ouvimos são realizados nas Mesas de Operações onde os operadores se conectam às outras Instituições Financeiras do Mundo, aplicam os fundamentos Macroeconômicos às suas operações e negociam os Ativos Financeiros disponíveis no Mercado Financeiro. Alguns deles são:

  • Ações,
  • Opções,
  • Contratos Futuros,
  • Dólar,
  • Títulos de Renda Fixa,
  • Cota de Fundos,
  • ETFs,
  • Operações Estruturadas
  • Operações Sintéticas
  • Operações de Alavancagem

Nas mesas de Renda Fixa é possível comparar as rentabilidades de verdade de Títulos de Renda Fixas diferentes, públicos ou privados, de maneira precisa, antes dos bancos e das corretoras aplicarem seu Spread e vender ao público.

Hoje, existem cerca de 630 mil empresas listadas nas bolsas do mundo todo e, a soma de todas as suas fortunas beira em 100 Trilhões de Dólares, sendo que os Estados Unidos detêm cerca de metade de montante, pouco menos que 50 Trilhões de Dólares, a diferença fica para o restante do mundo todo.

NYSE — A Maior Bolsa do Mundo

A maior bolsa do mundo é a New York Stock Exchange (NYSE), a Bolsa de Wall Street em Manhattan, fundada em 1792. Ela faz parte de um conglomerado chamado NYSE EURONEXT, que hoje é sócia de Bolsas dos Estados Unidos e Bolsas da Europa.

Um terço de todos os ativos do mundo são negociados nas bolsas da NYSE EURONEXT, aproximadamente 25 Trilhões de Dólares.

NASDAQ (Associação Nacional das Corretoras de Títulos e Cotações)

A NASDAQ, fundada em 1971, é a segunda maior bolsa do mundo, com valor de mercado de 12 Trilhões de Dólares ao somar o valor de todas as empresas. A NASDAQ é a bolsa que mais cresce rápido em valor por ser composta das ações de tecnologia.

TOKYO EXCHANGE (JAPÃO)

A bolsa de Tóquio, fundada em 1878, é a terceira maior bolsa do mundo. As ações somam um pouco mais de 5 Trilhões de Dólares de valor de mercado.

LONDON STOCK EXCHANGE (INGLATERRA)

Fundada em 1801, a Bolsa de Londres soma cerca de 4 Trilhões de Dólares as somas de todas as ações.

STOCK EXCHANGE OF HONG KONG (CHINA)

Fundanda em 1989, com hoje 2315 empresas listadas, a Bolsa de Hong Kong possui em ações cerca de 4 Trilhões de Dólares em valor de mercado.

FRANKFURT EXCHANGE (ALEMANHA)

Fundada em 1585, a principal bolsa da Zona do Euro, tem em valor de mercado cerca de 2 Trilhões de Dólares.

SHANGHAI STOCK EXCHANGE (CHINA)

Uma das bolsas mais jovens do mundo, fundada em 1990, a Shanghai Stock Exchange (SSE), que possui em torno de 1,7 mil companhias listadas e valor de mercado de aproximadamente US$ 6 trilhões.

B3, a 13ª maior bolsa do Mundo

Para situarmos a magnitude da riqueza da B3, a Bolsa Brasileira, sua riqueza gira em torno de 1 Trilhão de Dólares, ou seja, 1% do montante das riquezas das bolsas mundiais dependendo da cotação do Dólar no dia.

Nascida da fusão da BMF Bovespa com a CETIP, sendo que a BMF Bovespa foi fundada da fusão da BMF com a BOVESPA em 2008. O melhor indicador de desempenho das ações negociadas na B3 é o índice IBOVESPA, reúne as principais empresas do mercado, é a referência da saúde econômica do Brasil perante o mundo, através deste Índice.

A empresas que mais pesam na média ponderada desse Índice são: Itaú, Bradesco, Vale, Petrobras, Petrobras, Ambev, Banco do Brasil, B3. O Índice Bovespa muda a cada 4 meses, a razão para essa mudança é ser um indicador que melhor represente o desempenho das ações com maior negociabilidade e representatividade no mercado de ações brasileiro.

O IBOVESPA tende a seguir as bolsas americanas mais do que as outras bolsas do mundo. Não é uma regra, mas sim uma correlação positiva alta. A alta da bolsa americana reflete o ímpeto dos investidores americanos em investir nas empresas e suas ações, por alguma razão os americanos estão saindo de seus ativos de Renda Fixa e migrando para o Risco.

Para que os ESTRANGEIROS possam investir na bolsa brasileira, eles precisam VENDER DÓLAR, COMPRAR REAL a fim de adquirir o ativo listado em bolsa brasileira, logo, como AUMENTA OFERTA DE DÓLAR, investidores vendem mais DÓLAR e este perde valor frente ao real.

Índices de Negociação nos Estados Unidos

Os indicadores da saúde financeira americana. Lá nos Estados Unidos os principais Índices de negociação são:

  • Dow Jones Industrial Average
  • S&P 500
  • NASDAQ Composite

S&P 500

Composto por 500 empresas de todos os setores com valor mínimo de 10 Bilhões de Dólares cada. As empresas devem estar listadas na NYSE ou na NASDAQ para compor o Índice S&P500. A Standard & Poor’s não é uma bolsa, e sim uma empresa especializada em índices para bolsas, diferente da B3 e do índice IBOVESPA. Fundada em 1923, a Standard & Poor’s fundiu-se à Dow Jones em 2012, torando-se líderes mundiais.

Muita gente acha que o índice S&P é mais preciso que o Dow Jones, visto que o DJ considera apenas as 30 maiores empresas dos Estados Unidos, enquanto o S&P pondera 500 empresas. Independentemente disso, a correlação entre as duas aponta para o mesmo destino.

Dow Jones Industrial Average

O Dow Jones é mais famoso por conta da sua criação muito antes em 1896, pelos fundadores Charles Dow e Edward Jones do Wall Street Journal. O Dow Jones compõe apenas empresas super líquidas, ou seja, altamente negociáveis. Hoje o Dow Jones é visto como o índice das maiores empresas americanas e o S&P como o que mede mais precisamente a saúde das empresas listadas em bolsa como um todo.

NASDAQ

O Índice NASDAQ basicamente inclui todas as empresas de tecnologia listadas na bolsa americana. Por fim, os 3 útltimos índices vistos agora, influenciam as bolsas do mundo inteiro.

Hoje, em condições normais, mais da metade do fluxo de negociações da B3 vem do exterior, logo, é muito importante estar atento ao que acontece lá fora. Se as bolsas sacodem por lá, sentimos o impacto aqui. A questão é que, com as decisões das políticas executadas lá, os investidores tomam posição de sacar ou enviar dinheiro para a nossa bolsa brasileira.

Indicadores Econômicos

Além do que vimos sobre as bolsas mundiais, é fundamental acompanhar a dinâmica dos diversos indicadores econômicos para compreender o cenário que estamos inseridos. Alguns exemplos de indicadores econômicos de fora do Brasil para se acompanhar são:

  • Taxa de Juros do Banco Central Americano e Europeu
  • PMI (Americano, Europeu e Chinês)
  • Dados do Emprego Americano (Pay Roll)
  • PIB Exterior
  • Inflação Exterior
  • Desemprego dos Parceiros Econômicos

Investidores devem ficar de olhos nos alertas, nas notícias, interpretá-las e compreender cenários para fazer operações mais assertivas conforme o contexto da economia se configura. Por exemplo:

O Presidente dos Estados Unidos decide SOBRETAXAR os países emergentes, os investidores americanos se preocupam com o CENÁRIO DE RISCO, a aversão a risco se instala e o DÓLAR que é o ativo mais seguro do mundo SOBE junto.

Medida Protecionista e Pay Roll

Todos os americanos se protegem vendendo seus ativos e resgatam na moeda de origem americana, o que “infla” o valor do Dólar. Contudo, por que o americano faria isso? Qual a razão para sobretaxar os parceiros ou produtos chineses? Nada mais são do que medidas protecionistas, criando uma barreira de entrada, custo adicional para produtos internacionais concorrentes, estimulando investimento interno, geração de emprego, calibragem econômica. Num caso desses de medida protecionista, a atenção seria voltada ao PAY ROLL, ver mais de perto se essa medida protecionista teve efeito nas empresas, nos SETORES e nas suas contratações.

Taxa de Juros

Um indicador econômico muito importante é a taxa de juros. É imprescindível que qualquer pessoa que opere bolsa de valores saiba como estão os juros dos Estados Unidos. Hoje a taxa de juros dos Estados Unidos beira a 0, sendo importante ter um cenário em mente sobre onde achamos que a taxa de juros navegará no futuro, devendo estar atento à inflação em outros países.

Particularmente, devido à crise atual, o Banco Central Americano tem avisado que não mexerá nos juros até meados de 2023. Na prática, quanto maior for a Taxa de Juro dos Estados Unidos, maior é o fluxo de dinheiro que sai dos países e volta para lá. Mais atrativas ficam as aplicações nos Estados Unidos.

Esse contexto de Juros Altos é negativo para países emergentes como o Brasil. O contrário também é verdadeiro, quando os Juros caem lá, o dinheiro sai dos Estados Unidos e é o que atualmente estamos vendo nos países emergentes.

Juros Baixos nos EUA → Dinheiro entra no Brasil

O dinheiro vem para cá e o dólar cai decorrente a conversão da moeda, venda de dólar por compra de real para aquisição das ações.

A consequência dessa dinâmica é a alta na bolsa. Teoricamente, estamos num momento benéfico da bolsa brasileira. Hoje, no Brasil, já não existe mais os rendimentos astronômicos na Renda Fixa. Antigamente, as altas taxas de juros competiam com a bolsa. O estrangeiro ficava tentado ao ter de dedicir por investir na bolsa brasileira ou nos Juros Brasileiros.

No próximo artigo veremos o que são os Dividendos…

Obrigado.

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