Introdução à Inflação

Os preços subirão para sempre…

A inflação é a alta dos preços de bens e serviços. Ela existe desde que o dinheiro serve como moeda de troca, a maneira primitiva de se fazer negócios, a fronteira eficiente de cada um de nós em querer vender por mais e comprar por menos.

causas da inflação

efeito custo

Ocorre quando o custo do produto sobe, a matéria prima como o petróleo pode ficar mais cara e ter uma oferta menor de acordo com a regulação da OPEP de produzir menos pretróleo e o preço acaba subindo.

aumento salarial

Maior demanda por mão-de-obra qualificada, trabalhadores com aumento salarial, sindicatos lutando por salários maiores.

custos de aluguéis

Os imóveis encarecem devido a uma demanda crescente, uma oferta reduzida ou reajustes programados.

inflação de demanda

A inflação de demanda acontece quando uma ou mais pessoas querem um mesmo produto ou serviço. Se mais gente deseja comprar um bem ou serviço a empresa que tem um número limitado de oferta com alta demanda, infla o preço para os verdadeiros interessados.

ingestão de dinheiro na economia

É quando os governos injetam dinheiro diretamente na economia. Muitos governos literalmente imprimem dinheiro à vontade na expectativa de estimular as economias, na tentativa de gerar empregos e girar o dinheiro. Contudo, alguns governos perdem a mão e acabam gerando uma inflação descontrolada.

diminuição do compulsório

Outra medida que o governo pode causar inflação é facilitando a emissão de crédito dos bancos, diminuindo a quantidade de compulsório alocado no Banco Central por parte dos bancos, permitindo que estes tenham mais margem para emprestar dinheiro aos clientes ao invés de deixar imobilizado nas reservas do Banco Central. Ou seja, as pessoas que não iriam receber esse dinheiro do compulsório, acabam por tê-lo.

por que inflação alta preocupa?

Para os investimentos como a poupança ou qualquer Renda-Fixa, o mínimo inflação já é ruim, visto que a inflação desvaloriza os rendimentos do ativo aplicado e corrói o valor do seu dinheiro. A moeda acaba valendo menos. A inflação é ruim para deixar o dinheiro guardado e tem efeitos negativos nos investimentos.

A inflação não só corrói as reservas das pessoas, mas também a renda da população em geral. A inflação no Brasil foi controlada por volta do ano de 1994, em tempos em que a inflação girava em torno de 45% ao mês, com a criação do plano real de URV (unidade real de valores) que estabelecia um regime de metas da inflação combinado a um câmbio flutuante, compondo o tripé macroeconômico:

tripé macroeconômico

  1. Meta de inflação: o banco central determina a taxa de inflação que a economia deve perseguir a cada ano. De acordo com essa meta, o comitê estabelece qual deve ser a taxa básica de juros para contrapor, conter ou alcançar essa inflação.
  2. Câmbio flutuante: segundo esse regime uma moeda em relação a outra fica livre/flutua. Varia de acordo com a oferta e procura daquela moeda, sem intervenção estatal.
  3. Meta Fiscal: muitas vezes chamada de meta de superávit, definida anualmente pelo congresso nacional através do orçamento. Caso o poder executivo (presisdente) deseje alterar essa meta, é preciso pedir autorização para o legislativo (câmara), podendo levar até ao impeachment, sendo considerado crime de responsabilidade fiscal dependendo da manobra realizada.

braço de ferro dos mercados

O objetivo da criação do tripé macroeconômico era abrir espaço para a redução da inflação. Quando a inflação sobe, o sacrifício econômico para manter a inflação controlada dentro dos parâmetros do regime é a alta dos juros.

Juros mais altos fazem com que a renda fixa fique mais atrativa. Os ativos atrelados aos juros trazem retornos maiores. Em contrapartida, com juros maiores haverá menos consumo, menos consumo corrobora em menos pressão inflacionária, consequentemente em menor resultado do PIB, menos lucros das empresas, ações e bolsa de valores menos atrativas, investidores mais propensos a vender seus ativos em bolsa.

Além do que, juros mais altos não “enriquecem” apenas suas aplicações, juros maiores encarecem os empréstimos dos que precisam captar recursos. Se há menos captação, há menos investimentos, menos empresas crescendo, PIB reduzido. A curva de juros afeta os mercados como um todo.

A razão para os governos e bancos centrais monitorarem tão de perto os preços da inflação, tentando sempre deixá-la a patamares baixos, é porque a inflação basicamente pode destruir uma economia inteira. A história mostra que impérios grandes afundaram em si, sem nem saberem que a tropa inimiga era a inflação.

combo americano

Os investidores estão sempre tentando se antecipar aos movimentos, especialmente à taxa de juros americana. No momento presente, hoje mesmo enquanto escrevo, os Estados aprovaram o projeto para injeção de dinheiro nas economias com a intenção de “salvá-la do colapso”. O Federal Reserve está injetando trilhões de dólares na economia, a maior impressão de dinheiro da história, emissão de dívida, redução de compulsório, o pacote completo. Especialistas sinalizam que há inflação à vista com esse combo de medidas. O que será da Taxa de Juros?

existe uma preocupação real

O Federal Reserve tomou todas as medidas cabíveis para a injeção de dinheiro na economia com a preocupação de que as bolsas pudessem cair ainda mais e, garantiu, que mesmo com todas essas medidas, a inflação continuará sobcontrole. O curioso é que o que os Estados Unidos imprimiram de dinheiro em 10 anos, foi impresso em questão de meses…

Com a alteração da métrica de apuração da inflação pelo Banco Central Americano, a carta na manga é de que os Estados Unidos vêm de períodos de inflação muito baixa e, portanto, a inflação atual será diluída ao longo de um intervalo de tempo para a compensar os reflexos atuais das medidas de incentivo.

Basicamente, o Banco Central ajustou essas medidas para que as pessoas não vendam bolsa, não desvalorizem a moeda, para que não corram das empresas que já são sócias aos braços dos Juros e da Renda Fixa.

inflação → juros → dólar → ouro

Afinal, se o Banco Central Americano subir os Juros “seguros”, migrará o dinheiro estrangeiro para os seus títulos, valorizando o Dólar e consequentemente enfraquecendo a bolsa, as ações e o risco das empresas em detrimento do conforto dos Juros mais altos.

Contudo, se impressão do dinheiro for compulsória, “sem lastro”, o movimento é oposto, desvalorizando o Dólar e fazendo com que investidores corram para o Ouro. Com toda essa injeção de dinheiro, os grandes investidores estrangeiros e fundos, conforme dito acima, não correram para o Dólar, correram para o Ouro. Em 2020, o Ouro bateu máxima histórica.

Para acompanhar a trajetória da inflação, os economistas e investidores seguem vários Indicadores. No próximo artigo veremos os indicadores para análise da inflação.

Obrigado.

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